Editorial: Como comunicamos quando “dá merda”?

Neste instante você, que está lendo este artigo, tem por perto um equipamento mágico capaz de realizar funções inimagináveis há algum tempo atrás: o seu celular.  Essa maravilha tecnológica é capaz de conectar cada um de nós com o mundo através de mensagens, emails, Facebook, YouTube, Twitter, e várias outras aplicações.

Agora, por mais que todas essas funções super-avançadas pareçam essenciais para a nossa sobrevivência, deixo uma pergunta: em momentos críticos, como nos comunicamos?  Quando você realmente precisa enviar uma mensagem e ter certeza que essa mensagem foi recebida e entendida, quais de todas a funções você utiliza? Atualização de estado no Facebook? Um novo vídeo no YouTube? Email para seus entes queridos? Pedido de ajuda pelo Twitter?

Não. Se você é como a maioria provavelmente utilizará a mais antiga, e talvez mais esquecida, função do seu telefone: a capacidade de realizar chamadas telefônicas! Mesmo com toda a tecnologia disponível hoje, uma comunicação de voz continua sendo a maneira mais natural que temos de enviar e receber informação, e para muitos, a mais confiável.

Levemos agora esse exemplo para o tema do nosso site: comunicações para usuários de missão crítica.

Uma discussão de quase todos os usuários de redes de missão crítica hoje é como incorporar serviços mais avançados em suas redes, sendo a possibilidade de vídeo a mais solicitada. Essa função realmente ajudará as operações do dia-a-dia e darão valor agregado às operações dessas organizações.

Porém, quando “dá merda”, quais são as funções críticas para manter a operação? Para reforçar essa análise, aqui vão alguns exemplos:

  • Ataques do PCC em São Paulo
  • Deslizamentos na região serrana no Rio de Janeiro
  • Ocupação das Favelas no Rio de Janeiro

Em casos como esses quais são as comunicações críticas para manter a sua organização operacional?  Essa resposta dependerá de cada organização, porém a maioria não poderá ficar sem:

  • Comunicações de voz
  • Informação de posicionamento GPS
  • Mensagens de estado ou texto curtos, informando atualizações de situações, etc
  • Consultas imediatas a aplicações críticas, busca de elementos perigosos, pessoas procuradas, etc

Agora, vídeo é necessário? Provavelmente ajudaria, mas a falta de vídeo não deixará a organização inoperante. A falta de qualquer uma das funções na lista provavelmente deixaria a organização em sérios problemas operativos.

A comparação que acabamos de fazer é a diferença entre comunicações críticas e comunicações acessórias.  Ou entre serviços de missão crítica, e serviços adicionais.  E essa é a diferença que planejadores de redes devem fazer: o que é essencial para a operação da minha organização, e o que é bom ter, mas não necessário.

Todos os serviços considerados necessários deverão estar numa rede privada, de alta disponibilidade, e de missão crítica.  Essa rede deve funcionar independente de qualquer circunstância, e especialmente, em momentos críticos (quando “dá merda”). O funcionamento da sua organização depende desses serviços. Esses serviços não podem estar numa rede pública de celulares, ou numa rede sem alta disponibilidade.  Esses serviços terão que estar numa rede profissional de missão crítica, como uma rede TETRA.

Todos os serviços considerados “recomendados”, mas não necessários, podem ser colocados em redes de menor custo, sem a necessidade de todas as medidas de segurança, redundância, etc. O funcionamento de sua organização não depende desses serviços. Portanto, esses serviços podem seguir numa rede pública de celulares, muito mais econômica, e se em algum momento de crise o serviço falhar, a sua organização continua certa de que manterá sua operação utilizando a rede TETRA.

Como você e sua organização se comunicam quando “dá merda”? De quem dependem essas comunicações?

Questiono: com tantos eventos de alta visibilidade a realizar-se no Brasil nos próximos anos, será que nossas organizações poderão responder sob qualquer exigência e situação?

 

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